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sábado, 21 de novembro de 2015
A arte primitivo-futurista de Gil Freitas
Corpos Transdimencionais são as esculturas psíquicas que se revelam através da mediunidade plástica de Gil Freitas, signos ciber pagãos e cores florescentes cobrem a atmosfera estranha, hominídeos cerâmicos se misturam a outras formas de vida cultuando a entidades milenares e esquecidas no tempo e espaço. Seres que se camuflam na paisagem e parecem zombar de uma natureza despedaçada que parece incompleta, mas que atingiu o ideal, imagens que se desprendem da imagética comum, seres que flutuam como sonhos sinestésicos. Observando-os podemos ouvir sons mentais suzanescos, o sol dourado de Ray Bradbury aparece como objeto sub etéreo onde bailam criaturas metamórficas de uma mitologia neural alienígena flutuante num cosmo de delicados desejos tão comuns a nossa humanidade, fica aqui o registro fragmentado de sentimentos persistentes em milhares de realidades incorporados em símbolos arquétipos da cultura grega que aparece como distorção urbana futurística retrô.
*Texto por Jean Souza
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